Forças de emergência controlam circo

Andava farto de ter a porcaria de uma lâmpada fundida na cozinha e resolvi dar um salto ao Aki para recolocar os níveis de stock das ditas.  Eis que chego perto da Gare do Oriente e verifico que uma das rotundas tinha uns carros da PSP atravessados.  A situação não era normal e pensei que deveria ter havido algum acidente, mas quando viro o carro em direcção ao meu destino dou de caras com um desfile de carros parados, também este anormal.

Ao longe vejo mais umas sirenes azuis e verifiquei que a estrada do outro lado estava vazia de carros. De facto, eram só ambulâncias do INEM que as percorriam. O estratagema montado pelas forças de emergência estava de facto bem montado, pois vim a descobrir a seguir que uma das bancadas do circo tinha caído e os feridos ainda eram bastantes. Felizmente tudo aparenta que não tenham existido feridos graves.  As faixas rodoviárias para o local do acidente estavam cortadas e eram eixos de emergência ao dispor das ambulâncias e de outros veículos. É bom observar quando as coisas aparentemente funcionam, tanto mais quando o cenário e local de emergência são novos. Kudos INEM/PSP!

A cidade judiciária

Passo em frente a esta obra quase todos os dias quando me dirijo para o trabalho e verifiquei hoje uma azáfama fora do normal. Tinha conhecimento que a inauguração oficial estava para breve e suspeitei que não iria tardar. Hoje inaugura-se o complexo de edíficios localizado no Parque das Nações que tem o objectivo de reunir cerca de 2400 trabalhadores que outrora estavam distribuídos por 21 locais em Lisboa.

Cidade Judiciária

Cidade Judiciária

Não é necessário ser um visionário para imaginar como um edifício destes pode ter impacto nesta parte da cidade com todos os seus trabalhadores e as inúmeras pessoas que o visitam (por bem ou por mal).  Tendo o “a abarrotar” centro comercial Vasco da Gama como vizinho próximo, o pequeno comércio afastado anteriormente pelas elevadas rendas praticadas, ressurgiu e arrebatou vários espaços como papelarias, alguns restaurantes e pastelarias.

É com bastante agrado que vejo lojas anteriormente vazias a serem preenchidas com vários tipos de serviços, mas a sua maioria é de facto ligada à restauração. No entanto, preocupa-me o crescente e elevado número de carros que circulam nas vias de acesso a este local.  Presumo que a futura estação de metro de Moscavide resolva parte desse problema. Quando se projecta algo com cerca de 5000 lugares de estacionamento, as pessoas estão à espera de ver carros.. muitos carros.

Apesar de muitos defeitos que lhe queiram apontar, o facto é que este espaço pretende dar melhores condições aos trabalhadores da justiça e aos cidadãos que a procuram. Não compreendo por isso esta birra de alguns magistrados do Tribunal da Boa Hora de não aparecerem na inauguração:

“improvisada, mal estruturada e disfuncional”, não tendo “sequer a dimensão suficiente para acolher os cidadãos que visa servir”

Aliás, não sabia que um juíz também era versado em urbanismo e arquitectura. Veremos se o tempo lhes dá razão. Para quem estava no Tribunal de Boa Hora e se queixava das faltas de condições há algum tempo atrás é de estranhar estas afirmações.

“Não só as condições de trabalho, mas também as condições de atendimento ao público são prestadas em condições de grande carência. Existem problemas ao nível das instalações sanitárias, mas também ao nível dos espaços de espera, nas salas de julgamento e em vários espaços públicos do edifício”

Mas afinal em que ficamos? Se realmente querem ficar no Tribunal da Boa Hora ou noutro qualquer falem condignamente. Não acho que a melhor abordagem seja a de birrice e não aparecer na festinha para beber um copo com os amigos. Sejam um verdadeiro orgão de soberania e façam chegar as vossas preocupações a quem de direito.

Crédito da imagem: Às voltas com a fotografia – Mafalda B.

El nuevo supermercado

Na minha rotina diária da viagem de/até casa costumo reparar com alguma insistência nas diferenças diárias que surgem de uma modo inesperado.  Desde o estranho homem que resolveu colocar-se na ponta da Alameda dos Oceanos, mesmo no meio dos dois sentidos, com uma postura de braços sinaleiros a lembrar um Arnold Schwarzenegger franzido.  (Para os mais curiosos poderão passar na dita alameda entre as 18h~20h00 para observar estranho fenónemo).  Até ao colorido irritante do novo supermercado do El Corte Inglês que resolveu abrir portas hoje.

Reparei no estranho colorido de manhã, que confirmavam os rumores que circulavam na vizinhança há muito tempo. Resolvi dar uma olhada no espaço no final do dia a caminho de casa. Afinal necessitava de ir ao supermercado e o SuperCor fica mesmo a caminho.

supercor

Esta história até agora não teria merecido espaço neste meu humilde espaço, mas encontrei dentro daquele estabelecimento comercial pormenores peculiares que gostaria de registar para aqueles que dizem que “os espanhois é que sabem e espanha é que é”:

Pormenor número 1: Preços e descontos

Em vários preços de produtos se fazia referência destacada a Preço Antes e Preço Agora. Mas que raio? Mas o supermercado não abriu hoje? Como é que há preços antes? Antes de quê? De eu entrar? Antes de o supermercado abrir? Antes da tarde?

(P.S. Isto deu-me aqui uma ideia… Descontos personalizados em supermercados. O cliente entra na loja, passa o seu cartão (ex: continente, jumbo, elcorte inglês, etc.) e tem descontos personalizados em certos produtos. Vantagens: identificação do cliente com a loja/produtos, gerar perfil de clientes e agradar conforme esse prefil).

Pormenor número 2: Multibanco

Desconheço se a situação ocorreu apenas nos 15 minutos que estive na fila à espera para pagar, mas nenhuma das máquinas de pagamento por MB estava a funcionar devidamente e só devolvia erros. De um lado gritavam “É o erro 160!”, do outro os operadores de caixa comentavam “Do teu lado funciona?”. Acho que se não fosse a compreensão das pessoas, para o facto de ser o 1º dia aquilo as coisas podiam ter começado a ficar pior. Felizmente tinha dinheiro e meti-me a milhas.

Pormenor número 3: Estacionamento

Resolvam rapidamente a questão do estacionamento.  Carros estacionados com quatro piscas a assinalar “Já venho! Fui só ali ao supermercado!” em plena rotunda é que não é nada adequado.

E tudo isto porquê? Porque amanhã vou voltar ao supermercado da dona Rosa e pedir-lhe mais um conselho para um novo queijo que ela me queira recomendar. Nunca me arrependi de seguir os conselhos em relação ao queijo 🙂