Preparação para o Verão – 10 sites a não perder

Certo que a Primavera começou há pouco tempo, mas um viajante precavido terá que preparar as suas férias com alguma antecedência. Se o objectivo é ter acesso a preços de viagens baratos, esta será uma boa altura para comprar os bilhetes. Deixo aqui algumas ferramentas espalhadas por essa Web fora, que poderão ajudar os mais aventureiros:

Procurar por voos baratos:

Procurar por preços de voos, comboios, barcos, etc:

Planear viagens e procurar opiniões e sugestões de visita:

E finalmente, para quem ainda não sabe para onde quer ir recomendo o:

  • Tripbase (inserir gostos e voilá… destino!)

Como presente final deixo a Expedia, que também possuí uma vasta gama de serviços de planeamento de viagens.

Invicta

Apanho um taxi rumo à minha guarida nortenha no final de um dia de trabalho pelas agradáveis terras do Norte. Do taxista, para além de uns desabafos sobre o estado débil das luzes públicas das ruas de Matosinhos, ainda consegui apanhar um “Isto no tempo de Salazar é que era!”. Afinal não é só em Lisboa que a população taxista relança os tempos salazaristas. Diz o corolário do acto de “apanhar um taxi” que estes são os melhores taxistas, os que relembram Salazar – rápidos, metem-se com todos e fazem-nos chegar ao destino num ápice. Pude constatar mais uma vez que esta afirmação é verdadeira.

Depois de recordar os meus tempos de Aveiro com uma francesinha bem picante e uma bela cerveja, resolvi ir digerir o manjar com um passeio nocturno. Fiz um pequeno desvio para entrar num centro comercial desta cidade para tentar desencantar uma roupita qualquer engraçada, e dei por mim a assistir a uma conversa alegre mas acessa acesa com uma das figuras “anónimas” mais conhecidas do futebol. Não sei porque nome é conhecido o senhor, mas admirei o traje boavisteiro, que de facto é bem conseguido e mais admirável do que na televisão. Para além do traje, o que me cativou naquele simples momento, foi a facilidade com que outras pessoas entravam na alegre discussão. Não existia o “olhar para o outro lado como se não fosse nada comigo” lisboeta. Acho que se nota uma diferença assinalável na interacção pessoal entre Lisboa e Porto. Talvez algum sociólogo com um tempito disponível passe por este espaço e resolva tentar explicar estas diferenças inegáveis.

Lisboa sobe no ranking

Depois de já ter comentado sobre este assunto, em que Lisboa aparecia em terceiro lugar na lista de lugares a visitar a nível mundial, eis que o prestigiado New York Times coloca a nossa capital em 2º lugar. Aceitam-se apostas para a próxima lista a divulgar por uma qualquer publicação americana. O meu palpite é 1º lugar na revista Time, assim que esta divulgar uma listagem semelhante.

Lisbon @ Top 3

Apanhei esta no Diário de Negócios: “Lisboa em 3ª Lugar dos destinos a visitar em 2008”. Segundo a notícia, devido aos preços baixos, os bairros tipicos e o facto do o John Malkovich ser sócio de um restaurante, é motivo para visitar Lisboa. Continuando, refere o estudo da Shermans que é melhor visitar Lisboa antes que as multidões invadam estas ruas e os preços disparem!

Mais curioso, é que continuando a leitura no parágrafo dedicado à nossa capital, é referido que (e perdoem-me a tradução simples): ” “No longer just a stopover on the road to Porto, the capital of Portugal is fast becoming Europe’s next “it” city” ou seja: “Deixou de ser um ponto de paragem na viagem para o Porto, e vai estar na moda”.

Hhhmm.. Afinal, Lisboa não é mais que um ponto de paragem no caminho para o Porto? [ Porto 1- Lisboa 0 ] para os tôristas 😉

Cadiz-Ceuta-Gibraltar

Aproveitando o fim-de-semana prolongado meti-me à estrada com o objectivo de visitar as cidades espanholas de Cádiz e Ceuta, dando também um salto ao inglês Gibraltar.

trajecto

A partida foi efectuada em Lisboa passando a ponte Vasco da Gama rumando ao sul, via A2. Optou-se por utilizar um caminho secundário que se revelou num erro a nível de tempo gasto mas deu para efectuar uma breve paragem por Serpa.

warrior
Serpa

A chegada a Cádiz deu-se ao final da tarde, mas devido ao interessante horário espanhol o sol ainda tinha muito para percorrer até se esconder. Cádiz é uma cidade peculiar, visto estar quase rodeada por mar. Sem a ajuda de uma mapa, é com enorme facilidade que nos perdemos pelas ruelas antigas e pelas ínumeras pracetas.

cadiz

O segundo dia teve como destino Algeciras (pelos vistos o nome descende do árabe e é o mesmo da famosa cadeia de televisão). Esta cidade iria servir de ponto de partida para Ceuta e posteriormente Gibraltar. Não estava prevista um visita extensa a Algeciras, e de facto não o fizemos. No entanto, fora o seu imponente porto e vista para Gibraltar, não me cativou. Melhor foi a viagem até Ceuta através do BuqueBus, onde até tivemos direito a desconto. A viagem é relativamente rápida (cerca de 45 min) e com bastante conforto (até Telepizza havia a bordo).

Ceuta é uma cidade fantástica e que se percorre relativamente bem a pé, desde as ruelas cheias de comércio aos monumentos antigos que se escondem nas esquinas. Destaco o forte imponente rodeado por águas salgadas e a estátua do Infante D.Henrique (até alguém me provar o contrário aquele é o Infante D.Henrique).

henriqiue
ceuta
Depois de Ceuta seguiu-se Gibraltar que também recomendo apesar dos preços elevados, da gasolina/gasóleo super barato e de termos sido assaltados por um macaco, que nos levou o almoço 🙂

macaco
Depois de Gibraltar, rumou-se a Portugal, com destino ao Algarve, onde depois de uma noite de repouso se partiu para Lisboa. Todas as cidades são altamente recomendáveis como visita, pois para além do interesse histórico, são fáceis de trilhar a pé e ainda podem mandar um mergulho, pois todas têm praia. 😉

Light station

Há cerca de 8 meses que não voltava a Aveiro. Foi uma visita de médico nocturno ;). Como mandam as regras de um bom aveirense dei um salto até à praça do Peixe. Mediante o número de pessoas presente naquele local, é sempre possível antever e medir a “temperatura” da noite.

Acabei a visita pela Estação da Luz, onde o ambiente foi uma bela supresa. Sempre me lembrei da Estação da Luz, como uma discoteca onde tudo estava “quase” perfeito ou, pelo contrário, tudo estava longe de uma noite bem passada. Reparei que fizeram algumas remodelações no “layout”, permitindo que as pessoas procurem outros espaços. Pessoas bonitas, companhia fenomenal e a supresa da existência ocasional de um vento agradavelmente feroz, fizeram com que a visita a este espaço fosse uma experiência positiva.
Só faltou a visita a uma das míticas pastelarias, DoceAveiro, Fanepão ou Venepão, para acabar de recordar os bons tempos. Fica para a próxima.

Até breve Aveiro.