SMAG – Desafio #1:Barco no Mondego

A ideia surgiu há bastante tempo e foi amadurecendo devagar. No entanto, cedo verficámos que passar de ideias para a prática não é tão simples como se pode assumir ao primeiro pensamento.  Fartos de idealizar partimos para a acção para não desmorecer e conseguimos criar uma pequena landing page modesta e estamos a adaptar o Ning para servir o nosso propósito. Criámos o projecto SMAG.

No Sábado partimos para o piloto…. [ler mais]

A pequena aldeia – II

Sinopse: Lá longe da civilização moderna, no meio de uma floresta extensa enfiada entre umas altas montanhas existia uma aldeia onde habitava uma tribo de indigenas. Tinha pouco mais de quinhentos habitantes e as transações comerciais na aldeia eram realizadas com pequenas conchas raras que eram dificilmente encontradas ao longo do leito do rio e existiam alguns problemas sociais e de planeamento da sua população. Numa busca de resolver os problemas que daí derivaram, recorreu-se ao empréstimo de conchas de aldeias vizinhas. Conchas essas que mais tarde os vizinhos exigiram devolução… A aldeia tinha um grave problema para resolver.

O conselho da aldeia reuniu-se para analisar a delicada situação durante vários dias fechado dentro de uma grandiosa casa de palha. Por fim, saiu o chefe da aldeia e chamou toda a população para os informar das más notícias.

– Amigos e amigas, a aldeia do norte  exigiu-nos de volta as conchas que nos haviam emprestado. A situação é aborrecida pois não temos muitas conchas. No entanto, o nosso grandioso conselho conseguiu negociar com os nossos irmãos. Acordamos em devolver as conchas de lua cheia em lua cheia, em pequenas partess. No entanto, disseram  que não nos emprestam mais nenhuma.

As conchas eram bastante raras e difíceis de arranjar. A população atenta logo perguntou como iria arranjar conchas para se governar no dia a dia e fazer as suas compras habituais, como comprar uns coelhos ou umas lebres.

Amigos, não se preocupem. O nosso grandioso conselho conseguiu negociar com os outros nossos irmãos da aldeia do sul. Estes emprestam-nos muitas conchas que também que teremos de devolver a dobrar, por partes, de lua cheia em lua cheia.

Os indígenas aplaudiram o seu chefe contentes. Parecia uma óptima solução pois podiam continuar como sempre. Os caçadores já não caçavam, os agricultores já não cultivavam e as cabanas floresciam por haver tanta gente a querer um sitio para viver. As pessoas viviam melhor pois os cereais, carne e peixe vinham das aldeias vizinhas por poucas conchas.  Após os aplausos o chefe, com uma voz mais séria, acrescentou:

– No entanto amigos, para conseguirmos devolver as conchas às aldeias vizinhas, por cada troca que fizerem o conselho de aldeões terá que ficar com 3 conchas por cada 1 que gastarem.  Não se preocupem! Fizemos as contas, e tudo ficará como sempre.

De pé, os indígenas aplaudiram mais uma vez o conselho dos chefes, pois só eles tinham estas ideias sensatas e audazes. Sempre foi assim ao longo dos tempos e sempre será. E também porque lhes garantiram que tudo ficará bem como sempre.

Poucos dias passsaram depois das boas notícias e pela aldeia fora ouviam-se conversas de índigenas que já não tinham conchas para comprar alguma comida. Alguns até emprestavam conchas a outros e exemplificavam o conselho de aldeões pedindo o dobro de lua cheia em lua cheia por partes.

Cedo o conselho se apercebeu que as conchas escasseavam. E apressou-se a fazer outro acordo com outra aldeia vizinha. Quando as conchas teimavam em desaparecer ou era a aldeia ao lado ou a do outro lado da montanha ou a que demonstra-se mais disposição de emprestar conchas.

Por fim, acabaram-se os vizinhos para negociar.

Ainda continuo a pensar o que será que aconteceu à aldeia…