Forças de emergência controlam circo

Andava farto de ter a porcaria de uma lâmpada fundida na cozinha e resolvi dar um salto ao Aki para recolocar os níveis de stock das ditas.  Eis que chego perto da Gare do Oriente e verifico que uma das rotundas tinha uns carros da PSP atravessados.  A situação não era normal e pensei que deveria ter havido algum acidente, mas quando viro o carro em direcção ao meu destino dou de caras com um desfile de carros parados, também este anormal.

Ao longe vejo mais umas sirenes azuis e verifiquei que a estrada do outro lado estava vazia de carros. De facto, eram só ambulâncias do INEM que as percorriam. O estratagema montado pelas forças de emergência estava de facto bem montado, pois vim a descobrir a seguir que uma das bancadas do circo tinha caído e os feridos ainda eram bastantes. Felizmente tudo aparenta que não tenham existido feridos graves.  As faixas rodoviárias para o local do acidente estavam cortadas e eram eixos de emergência ao dispor das ambulâncias e de outros veículos. É bom observar quando as coisas aparentemente funcionam, tanto mais quando o cenário e local de emergência são novos. Kudos INEM/PSP!

Beleza na assembleia da república

Ultimamente tenho me afastado um pouco dos assuntos do país para bem da minha sanidade mental.  Porque assola-me e a ideia que sempre que se fala um pouco sobre nós e da situação actual, as pessoas ficam incediadas e à nossa volta cospem-se palavras críticas. Parece que uma tristeza profunda e inerte percorreu Portugal inteiro e, sem saber como mudar, olhamos para o circo noticioso alimentado por um sem número de actores com notas a sair dos bolsos do casaco.

Tomei realmente consciência da realidade da nossa condição económica e social quando comecei a esgravatar para obter dívidas e despesas de Portugal para juntar ao meu exercício de visualizar o orçamento de estado.  Espero que em breve ganhe coragam para continuar esse trabalho, porque  tenho receio do que possa vir a descobrir mais.

Ou não?

O trabalho de investigação da divída pública divergiu um pouco do normal e dei por mim na página de deputados da Assembleia da República. Tudo porque recebi um email com uma fotografia de uma deputada bastante peculiar. A demanda de hoje foi encontrar o Top 6 das deputadas giras da nossa assembleia:

TOP 6 – Deputadas portuguesas XI Legislatura

Disclaimer: Esta avaliação foi realizada com fins meramente lúdicos e não tem o intuito de ofender qualquer representante do povo na Assembleia da República.  Transparece apenas a opinião pessoal do autor deste blog com base em fotografias e/ou videos dos intervenientes. Não pretende, de forma alguma, ser desprestigiante para as deputadas envolvidas, pois com certeza este não é o mais importante atributo de um deputado. Todos os direitos das fotos pertencem aos respectivos autores.

1- Francisca Almeida

Francisca Almeida

Círculo eleitoral: Braga

Partido: PSD

Data de Nascimento: 06-11-1983

Faltas em sessões plenárias: zero

Estado Civil:  Solteira

Relevo nas notícias:  Preço de tratamento de efluentes

Página A.R. Entrevista Video (?) – em alternativa Twitter (?)

2-Sofia Cabral

Sofia Cabral

Círculo Eleitoral: Setúbal

Partido: PS

Data Nascimento: 13-02-1978

Faltas em sessões plenárias: zero

Estado civil: Divorciada

Relevo nas notícias: Decotes

Página A.R. Entrevista Video Twitter(?)

3 -Vânia Jesus

Vânia Jesus

Vânia Jesus

Círculo eleitoral: Funchal

Partido: PSD

Data de nascimento:17-01-1979

Faltas em sessões plenárias: zero

Estado Civil:Solteira

Relevo nas notícias:  Endividamento da Madeira

Página A.R. Entrevista Video Twitter

4-Rita Rato

Rita Rato

Rita Rato

Círculo eleitoral: Lisboa

Partido: PCP

Data de nascimento: 05-01-1983

Faltas em sessões plenárias: zero

Estado Civil:Solteira

Relevo nas notícias: Violência no namoro, transportes em Coimbra e saquetas de chá

Página A.R. Entrevista Video Twitter(?) – em alternativa

5-Ana Drago

Ana Drago

Ana Drago

Círculo Eleitoral: Lisboa

Partido: BE.

Data de nascimento: 28-08-1975

Faltas em sessões plenárias: zero

Estado Civil: Solteira

Relevo nas notícias:  Professores e casamento gay

Página A.R. Entrevista Video Twitter(?)

6-  Rita Calvário

Rita Calvário

Rita Calvário

Círculo Eleitoral: Lisboa

Partido:BE

Data Nascimento: 09-02-1978

Faltas em sessões plenárias: zero

Estado Civl: Solteira

Relevo nas notícias: Co-Incineração em Souselas e produtos portugueses nas cantinas

Página A.R. Entrevista Video Twitter

O acordo ortográfico irá baixar o custo de vida?

Hoje estava a folhear um daqueles catálogos natalícios quando encontrei um produto que me era bastante familiar. Tratava-se de publicidade a um jogo de tabuleiro bastante difundido em Portugal. Nessa página existiam mais alguns jogos da mesma distribuidora e reparei que algumas capas estavam em espanhol ou mesmo em inglês.  É normal muitos dos jogos de tabuleiro à venda em Portugal (e não estou a falar do Monopólio) virem em inglês. Comecei a barafustar em silêncio sobre o porquê de não colocarem jogos em Português? Assim, com toda a certeza teriam um maior mercado, pois nem toda a gente se sente à vontade  com outras linguas. Que empresa sem visão.. pensei.

Depois da parte emocial ter adormecido comecei a racionalizar. O distribuidor quase de certeza que avaliou o custo de traduzir e fabricar os jogos em português e verificou que não iria gerar lucro. E porquê? Porque Portugal é um mercado demasiado pequeno. Não existem clientes suficientes para existir um produto feito quase de raíz (traduzir e fabricar) em português.  Podemos aplicar este caso a muitos outros:

  • – Programas  (software)
  • – Livros (mais traduzidos)
  • – Revistas (mais traduzidas)
  • – Electrodomésticos (p.e. menús)
  • … e mais um sem número de produtos onde é necessária a tradução

De facto, se a distribuidora do jogo, tivesse a sorte do acordo ortográfico já estar em vigor, muito provavelmente iria ver os seus custos de produção baixar (maior quantidade de produtos fabricados), independemente se teria acesso ou não aos outros mercados de lingua portuguesa. Consequentemente seria possível ter acesso a um produto mais barato (caso a empresa não queira aumentar os seu lucro).  Sou da opinião que o mesmo se pode aplicar a muitos mais outros produtos.

Quem olhar para Portugal após o acordo ortográfico, irá ver mais que um pequeno país com pouco mais de 10 milhões de habitantes. Será um mercado com mais de cem milhões de pessoas já bastante apetecível de entrar.