Pára

.. 5 minutos, não mais. Porque por vezes precisamos de uma pausa para olhar à nossa volta e ver o que é realmente importante.

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O prelúdio branco

Evoluçao desde 1975 da variação da abstenção, número de votos brancos e votos nulos em Portugal (em percentagem):

Variação (%) da evolução de votos e abstenção nas legislativas em Portugal

Evolução (%) da variação de votos e abstenção nas legislativas em Portugal

Conclusões rápidas:

  • A abstenção tem subido sempre até 2005, onde verifica pela primeira vez um decréscimo (1)
  • O número de votos brancos quase que duplicou em 2005 (2)

Nota: só existe contabilização do voto branco desde 1979

(1) – Estamos a ficar mais responsáveis socialmente? 3 milhões de pessoas que não votam.

(2) – Crescimento de 87%. São mais de 1035 37 pessoas a votar em branco. Era como se toda a cidade de Braga decidisse não colocar um cruz po algum motivo.

Abril em Londres

A abertura do mês de Abril não poderia ter sido mais agradável. Depois de um voo a bordo da Easyjet, chegámos ao aeroporto de Luton onde se facilmente chega a Londres via autocarro (~60 min).  O destino era Victoria Station, a principal estação de Londres. Depois de uma breve caminhada de descoberta, onde foi possível descobrir o caminho mais longo entre dois pontos, o hotel apareceu quase no fim da Warwick Street. De notar que o alojamento em Londres é bastante caro para quem faz as coisas à última da hora como eu. Convém precaver este aspecto com alguma antecedência para a carteira não sofrer.  Um assalto rápido à recepção do Hotel e já tinha uns mapas bem mais jeitosos que o guia que levava.  Apesar de já ser um pouco tarde para observar o render da guarda, fomos disparados para o Palácio de Buckingham.

Palácio de Buckingham

Palácio de Buckingham

A caminhada de final de tarde ainda contemplou a observação distante da gigante London Eye. Ainda deu tempo para ficar pouco impressionado com o Big Ben, afinal não é assim tão Big como isso. Foi um excelente passeio que terminou num pub qualquer às 21 e pouco. Talvez um pouco tarde para horas británicas, pois estes senhores enchiam os pubs durante o tarde.

Aproveitando a entrada livre nos museus (excepto exposições temporárias), começamos o dia bem cedo com destino ao British Museum, onde é possível observar o espólio enorme destes británicos. O problema é que a maioria das peças (senão todas) expostas são de outros povos (romanos, gregos, egipcios, etc.). Fiquei a saber que existe algum atrito entre gregos e británicos devido a umas estátuas do Parthenon.  Se todos os povos se lembrarem de pedir tudo de volta, lá se vão as obras do museu. Intrigas à parte, vale bem a pena uma visita.

Depois de passear por Camden Towm e de umas fatias de pizza num quiosque italiano, fugimos daquele sitio assim que notámos que nos absorvia. A tentação para tirar umas libras da carteira era enorme e havia tanto para ver e explorar. Depois da catedral de St.Paul e usando o Travelcard saltámos para um autocarro com rumo à Tower of London. O ar condicionado no veiculo era muito sofisticado resumindo-se à inexistência de porta na entrada/saída.

A torre rodeada de um sem número de muralhas parecia interessante mas ao mesmo ao lado estava a Tower Bridge mortinha por ver os meus pés passar por ela.  Atravessando a ponte mais simbólica de Londres, atravessámos até ao South Bank, percorrendo depois a margem sul do Tamisa. Apesar do destino ser a famosa Tate Modern, era impressionante a quantidade de pequenas coisas com que tropeçávamos pelo caminho. Recordo-me da City Hall, uma pint na esplanada de um pub com uma vista extraordinária, a excursão de italianas que nos rodearam enquanto contemplávamos o Globo de Shakespeare, as escultura de areia que iriam ser engolidas pelo Tamisa em directo, conversas de británicos ao longe a criticar a enchente de turistas só porque a libra está mais barata…

E finalmente a Tate Modern, onde, mais uma vez à borla (afinal é disto que os portugueses gostam) se pode parar em frente a uns Picassos, Pollocks, etc e para finalizar um jantar japonês mesmo à beira rio. Não contentes seguimos até à Piccadily para sentir o pulso à vida nocturna londrina.. e que pulso…

No último dia de Londres foi possível visitar o Natural Museum onde a corrida à parte dos dinossauros por partes dos miúdos britânicos era tal que facilmente se partiu para outras andanças. Foi uma boa decisão, pois mesmo ao lado encontra-se o Science Museum.  É sem dúvida nenhuma uma visita obrigatória, onde se pode observar um sem número de exposições ciêntificas e interactivas extremamente interessantes. Para meu gosto pessoal lá se encontrava o módulo de comando da missão Apollo 10.

Natural History Museum

Natural History Museum

Infelizmente o tempo não era muito e sinto que ficou tanto por explorar naquele sitio cheio de supresas. Depois, seguiu-se uma visita final ao Harrods, onde fiquei intrigado por umas mulheres árabes a fazer umas compras contraditórias com a sua indumentária ao som de uma senhora que cantava ópera lindamente e ao vivo!

De volta a realidade, foi tempo de levantar as malas da Victoria Station e desembolsar 8 libras por cada uma. Este ingleses com a desculpa do terrorismo vão ao bolso das pessoas de uma maneira exagerada. Até nos perdido e achados se pagava umas belas libras para ir buscar o que tinhamos perdido.

Gostei de Londres, é uma cidade bastante fácil de trilhar a pé e com um excelente sistema de transportes onde nos colocamos em qualquer lado facilmente. Embora aquelas estações de metro já devem ter visto melhores dias com toda a certeza.  As 5 libras para entrar na cidade também parecem surtir efeito pois, ao contrário do extremo exemplo de Roma, o barulho do trânsito é nulo e é enorme a quantidade de pessoas na rua.  Uma cidade viva, multicultural à espera de ser mais descoberta. Fiquei com a sensação de ter ainda muito para ver e sentir em Londres. Algo que uma nova visita não resolva 🙂