A grande viagem – Resumo

Acho que foi na viagem de Colónia (Alemanha) para Lisboa que senti que estava em casa. O ruído português de pessoas a contar a vida na Alemanha era enorme, e a sinfonia era marcada pelo toque desafinado de um puto qualquer a chorar eternamente – sim, estou em Portugal.

A grande aprendizagem que retiro desta viagem é, sem qualquer dúvida, a diferença de comportamentos e atitudes entre os vários povos. É impressionante para o observador que está inundado pela cultura estrangeira verificar como uma linha traçada num mapa pode ditar tantas assimetrias e diferenças. Como é óbvio apenas posso julgar o que vivi e senti nas zonas dos países que visitei.

Noruega: A honestidade e seriedade dos Noruegues teria sérias dificuldades em se manter se este país fosse inundado por turistas portugueses. Penso que esta maneira de viver se pode extender ao resto dos países escandinavos, pois o comportamento era semelhante. No entanto, a sua obsessão por controlar e colocar impostos avassaladores sobre o alcóol, para os olhos de um português, não deixa de ser considerada exagerada.  Será o preço a pagar por uma sociedade onde as profissões que ninguém quer são ocupadas por suecos?

A Noruega tem uma paísagem natural fantástica, sendo os Fjords o seu exponencial máximo. Dado a sua particularidade geográfica, é natural que as pessoas se desloquem de barco entre localidades, sendo os percursos de uma beleza inquietante.  Ouvi que seria um dos países onde a longevidade é mais elevada, e pelo seu tipo de alimentação e hábitos saudáveis, nada deverá ser mais natural. Recordo que num dos percursos pedestres que realizámos por meio de florestas a subir cerca de 400 metros, era natural encontrar alguns noruegueses já de tenra idade a fazer o mesmo.

Apesar de não ser rica em monumentos de meter a máquina fotográfica a disparar constantemente, a Noruega tem um excelente motor de turismo, onde se nota claramente uma aposta em saber receber e promover o que tem de melhor. Lembro-me do posto de turismo em Bergen. Era enorme e muito bem localizado com máquinas de distribuição de senhas que geriam da melhor forma o tipo de informação que o turista pretendia ou até mesmo possibilitar a compra de bilhetes ou excursões.

Suécia (Estocolmo)

Apesar do pouco tempo que passei em Estocolmo consegui patrulhar as partes principais da cidade e os seus principaís monumentos. O tempo ainda permitiu uma visita ao museu do navio Vasa.  Apesar da pouca história do navio (basicamente queriam construir um navio fantástico e grandioso, saíu do estaleiro e passado algumas milhas afundou), conseguiram ter um museu muito bem conseguido. Fiquei muito agradado com a Estocolmo e tive alguma pena de não ter tido mais tempo para visitar outras pormenores que prometiam com mais calma. Talvez numa próxima vez.

Estónia (Tallin)

O tempo era curto e as pernas já cansavam. Restringimos a nossa visita à parte velha de Tallin, pois as suas ruas medievais convidavam a uma caminhada descansada.  A Estónia é um país bastante plano, e verificou-se esse facto na vista que se obtia no ponto mais alto da cidade. A visita à capital da Estónia foi enriquecida com a companhia da Karin, que nos serviu de guia, nos esclareceu diversas questões e deu-nos a oportunidade de experimentar comida tradicional. Tallin pareceu-me uma cidade simpática, e os seus habitantes bastante acolhedores.

Finlândia (Helsínquia)

Tenho de se honesto e admitir que o cansaço nesta parte da viagem se tinha instalado. Foram muitas noites em comboio e barco seguidas e o corpo e a mente pediam um merecido descansado. Helsinquia deu-nos essa hipótese,  o passeio pela cidade revelou-se pouco impressionante e nem uma visita a uma ilha fortaleza nos arregalou os olhos.  Ainda tentámos injectar um interesse histórico adicional nas veias com uma visita ao museu da cidade, mas o esforço foi inglório. Talvez uma próxima visita e com mais dias para visitar o resto do país, pois a capital não faz juz ao seu povo.

Rússia – São Petersburgo e Moscovo

Nada me tinha preparado para o que iria encontrar na Russia. Um país à primeira vista pouco amigável onde a barreira da língua se torna um obstáculo difícil de contornar. São Petersburgo está inundado de história, onde as ruas (prospeckts) são de uma grandeza colossal. Nunca me senti verdadeiramente à vontade em São Petersburgo, talvez devido a vários factores, como ninguém falar inglês, o sentimento de insegurança e o facto de sentir que por vezes não éramos bem-vindos. No entanto, a cidade tem muito para oferecer ao viajante e tem locais de enorme beleza.

Após três horas num fila para comprar bilhetes para Moscovo, chegamos à capital russa de manhã cedo e o panorama era ligeiramente diferente. Não exploramos toda a sua imensidão, mas o facto de estarmos no bastião russo culminado com uma visita à praça vermelha, teve um enorme simbolismo. Moscovo está inundado de restaurantes, bares e lojas de alto luxo rodeados de segurança privada. Era normal verificar um carro de alta cilindrada com motorista privado a parar junto a um desses locais. Moscovo pareceu-me muito mais bem preparado para receber turistas do que São Petersburgo e tornou-se um pouco mais comum encontrar alguém que falasse inglês.

Muito mais haveria para contar sobre estas aventuras, principalmente da parte russa, mas o post já vai longo e tenho que recuperar desta longa viagem 🙂

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4 thoughts on “A grande viagem – Resumo

  1. Gostei bastante de “deslizar” por este post. Deixou-me curioso e sendo que vou fazer uma visita de uma semana até Praga, pensei que talvez já tivesses visitado e me pudesses dar umas “dicas”. Sou todo olhos!

    Obrigado

  2. Olá darioletras,

    Infelizmente ainda não tive oportunidade de visitar Praga, mas pelo que ouvi dizer por colegas viajantes vale mesmo a pena. Quem sabe não serás tu a dar umas dicas depois? 🙂

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