Um conciso mau-estar

A SEDES lança uma tomada de posição e toda a comunicação social se verga ao peso da associação fazendo notícia algo que todos os portugueses estão fartos de saber – isto anda mal.

Honestamente, conhecia pouco da SEDES, a não ser que tem algum peso na vida social e politica portuguesa, e resolvi investigar.

De facto, os seus membros, são homens e mulheres com bastante influência (ex: Rui Vilar, Vitor Bento, etc.).

A tomada de posição aborda várias questões:

  • Falhas no sistema político/governo
  • Descredibilização da classe política
  • Peso do estado na sociedade portuguesa
  • Sensacionalismo da comunicação social
  • As falhas na legislação como refúgio para a corrupção
  • Disparidade no excessivo zelo nas forças policiais
  • Desinteresse da sociedade nos mecanismos de governação

Que fique claro que concordo com vários pontos apresentados na tomada de posição da SEDES, mas acho estranho que existam omissões óbvias de problemas graves da sociedade. (saúde, lentidão na justiça, défice na educação, falta de civismo, crescente endividamento das familias, falta de poder de compra, credibilidade do sistema bancário)

Primeiro que tudo, detesto críticas sem soluções. É fácil apontar o dedo, também o posso fazer. Mas longe de mim ter o poder ou a clarividência de apresentar soluções para problemas tão complexos.

Sejamos pragmáticos, eu ou um humilde leitor deste blog só tem poder na esfera das suas decisões e actos. A SEDES com os seus membros viaja numa esfera fora do universo do comum dos portugueses, daí se ter aproveitado do sensaciolismo da comunicação social para fazer manchete em todos os telejornais. Tendo consciência do relevo que esta tomada de posição iria ter, deveria se ter debruçado sobre os vários problemas que afectam a sociedade e não apenas alguns e talvez apresentar algumas soluções (se existem deveriam também ter sido expostas na comunicação social). Sempre fui da opinião que a lentidão da justiça portuguesa com todos os recursos existentes e infidável número de tribunais de segunda, terceira ou vigésima nona instância são um dos piores problemas da nossa sociedade.

Um país onde os tribunais tendem em demorar anos para resolver míseros problemas ou disputas, não pode funcionar devidamente. Vivemos em sociedade e temos que ter leis que nos orientem no nosso caminho. Se a justiça fosse célere nas decisões e os resultados não fossem tão levianos, não teríamos com toda a certeza, os vários problemas (leia-se corrupção, conflicto de interesses) que existem actualmente.

Os portugueses gostam (eu incluído) de apontar o dedo, julgar sem olhar ao todo das provas e a própria comunicação social aproveita-se disso, informando apenas o que interessa.

Como aproveitar o escárnio e mal dizer do povo português para um fim positivo para a sociedade? Aceitam-se sugestões, mas eu já tenho uma ideia e em breve irei colocá-la, finalmente, em prática…

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