Chuva de portáteis

Segundo o TekSapo, o governo prevê abrir a torneira dos portáteis para estudantes e professores. Segundo a notícia:

No caso dos estudantes, todos os que se inscreverem no 10º ano já em Setembro podem ter acesso a um computador portátil por 150 euros e ligação à Internet em banda larga com mensalidades que podem ser de apenas 5 euros por mês para os que beneficiam da acção social escolar. Estes têm ainda direito a um computador portátil sem qualquer pagamento inicial.

Convém dizer que a ligação à Internet em banda larga será em 3G (com ou sem suporte HSDPA?). De qualquer maneira, é certo, que 150€ é um excelente negócio, a não ser que os portáteis sejam monocromáticos e de há 8 anos atrás 🙂

Mas isto não pode ser encarado como negócio, certo?

Embora concorde com este tipo de iniciativas, existem várias perguntas de fácil/dificil resposta que me vêm à cabeça:

– Quem será o fabricante de portáteis? (Aceitam-se apostas.) Mas se este programa seguir a metodologia e-U, existirão vários portáteis à escolha.
– O software que vêm incluído no computador é de borla? (Cheira-me a Microsoft.. )

Pergunta de um aluno prestes a entrar no 10º ano: “Será que já traz jogos?”

APL – Automáticos Portugueses

Há cerca de duas semanas atrás, utilizei os serviços do (da?) APL – Automáticos Portugueses, Lda. No meu local de trabalho existem várias máquinas de venda de comidinha e bebida (sem alcóol como é óbvio) para satisfazer o apetite que surge a meio do trabalho.

Inseri as moedas na dita cuja (cerca de 1,10€) e qual não foi o meu espanto, quando a máquina roda sozinha, não debita a verdadeira sandwich cá para fora e fica-me com o dinheiro!

Fiquei muito desgostoso, afinal eram as minhas últimas moedas e uma sandwich de queijo com umas fatias de fiambre vinha mesmo a calhar. Apontei o número de contacto que estava colocado na ladra de moedas e telefonei.

A chamada foi prontamente atendida, expliquei a situação, mas o interesse do outro lado ficou-se pelo “Quanto é que colocou na máquina?” Respondi honestamente, e perguntaram-me pela morada para me restituir o dinheiro. Forneci à pessoa os meus dados e desliguei a pensar que nunca mais iria ver o dinheiro.

Hoje chegou um cheque a casa de 1,10€ acompanhado com uma carta de pedidos de desculpa e justificação pelo mau funcionamento da máquina.

Caros senhores da APL, tiro-vos o chapéu. Atitude louvável e que sirva de exemplo a muitas outras empresas e serviços.

P.S. Gostei do slogan: “automáticamente bom”  .. embora pouco humilde 😉

Relatório do Festival Campos de Creme (aka:Creamfields)

Tudo começou com uma monumental fila de espera às portas do parque da Bela Vista. Felizmente, o pessoal teve a brilhante ideia de subir a estrada e ir para o segundo “check-in”. Aqui a fila era bastante mais curta e cerca de 30m-45m já estava a ser revistado pela polícia – tampas de garrafa de água fora que são de material perigoso.

Várias tendas se estendiam pelo recinto, destacando-se o “Dinner in the sky“(que penso ter visto a subir uma vez, tal era o vento/frio que se sentia), uma tenda com som electrónico (que aparentava ter um ambiente bastante agradável tamanha era a fila que existia para entrar), uma tenda com silêncio (em que as pessoas colocavam auscultadores sem fios e escolhiam entre dois DJs pressionando um pequeno botão), as barraquinhas para trincar qualquer coisa (que só de ver a quantidade de pessoas que esperavam, desisti e fui comer o único tipo de gelado que havia – corneto de leite de creme, blarrgghh) e podia continuar aqui a noite toda a enumerar os verdadeiros barretes deste festival!

Safaram-se algumas músicas dos Prodigy, que honestamente, depois da decepção do Sudoeste, estava à espera de mais.

Resumindo, a organização tem que ser trabalhada, houve um claro subdimensionamento a nível de infrastructuras – locais de lazer, WC, barracas de comes&bebes, etc.