The less…

Coisas que me enervam em Lisboa:

– Quando me cobraram há pouco 2 € por dois míseros croissants simples.
– Quando toda a gente se lembra de ir à mesma hora para casa ou para o trabalho e os trabalhadores do metro estão em greve.
– As obras no eixo-norte sul, que para um desnorteado como eu, tornam-se num pesadelo quando só vejo placas a dizer desvio.
– Os dias de jogo do Benfica na Luz, onde é impossível estacionar ao pé de casa.
– O facto de parte da Expo pertencer a Loures (este não me enerva, mas não consigo compreender).

E para hoje chega, para a próxima faço um post antípoda deste… fica a promessa.

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The bike country

A viagem ia começando mal com um voo bastante atrasado nos nossos amigos espanhóis. Depois de uma passagem por Madrid, a chegada até Schiphol foi rápida visto que fui o tempo todo a dormir. Bem, em todas as viagens aéreas desta jornada holandesa fiz questão de descansar. Aliás, aprendi um truque soberbo com um holandes na viagem entre Madrid e Amesterdão. O nosso amigo mal se senta, toca de descalçar as botas. “Olha o desgraçado do holandês! Não tarda nada isto fica infestado com um cheiro terrorista!”. Se não os podes vencer, junta-te a eles! A viagem num avião com cadeiras um pouco apertadas, torna-se num sonho mal as botas saem fora dos pés e as meias tocam o aveludado chão do Boeing. Apresento aqui um agradecimento especial ao senhor holandês que se sentou ao nosso lado.

Amsterdan

As coisas na holanda não começaram com facilidades. O facto é que em Waenening Wageningen, existe uma enorme vontade colectiva de exercitar as pernas nos pedais de um bicicleta. Propositadamente ou não, os serviços, lojas, residências, escolas,.. estão estrategicamente colocados. Cada um encontra-se afastado dos outros por uns bons quilómetros. Não fossem já as coisas díficeis, a realidade ditou que neste país chovesse bastante e por largas horas.

A visita a Amesterdão demorou várias horas e cada rua patrolhada duplamente. Deste modo, num possível retorno a esta cidade, a lição estaria estudada duas vezes. Umas quantas festas portuguesas depois já estaríamos de volta a terras lusas com saudades daquele chuvado mas belíssimo país.

Vaarwel holanda!