Barómetro democrático

24 08 2009

Desenvolvido e/ou adaptado(?) pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa a Bússola Eleitoral apresenta-nos uma série de questões actuais onde poderemos fornecer a nossa opinião (acordo ou disacordo). No final somos brindados com o mapa partidário português e o nosso respectivo posicionamento político. É experimentar e talvez haja algumas supresas.





Acredita Portugal

6 05 2009

O nome talvez não seja o melhor. Eu mudava o “acredita” por um “acorda”, mas estes senhores pretendem desenvolver e reforçar a confiança dos Portugues. Eis os objectivos de tão nobre associação:
1) Fomentar uma atitude positiva, criando um espaço para a formulação de projectos/sonhos e para a decisão informada de persegui-los.
2) Estimular a capacidade empreendedoras dos Portugueses, apoiando a realização de seus projectos.

Pois bem, o prometido é devido, José Miguel Queimado, depois de percorrer Portugal resolveu lançar o concurso Realiza o teu sonho. É fácil de participar, basta apenas enviar qual era o nosso sonho. Bem, não custar tentar..

A associação acredita em espiríto positivo contra o pessimismo instaurado em nós portugueses. Para isso até alguém já se lembrou de desenvolver um plugin para o Firefox de modo a substituir a palavra “crise” por “oportunidade”.





O prelúdio branco

18 04 2009

Evoluçao desde 1975 da variação da abstenção, número de votos brancos e votos nulos em Portugal (em percentagem):

Variação (%) da evolução de votos e abstenção nas legislativas em Portugal

Evolução (%) da variação de votos e abstenção nas legislativas em Portugal

Conclusões rápidas:

  • A abstenção tem subido sempre até 2005, onde verifica pela primeira vez um decréscimo (1)
  • O número de votos brancos quase que duplicou em 2005 (2)

Nota: só existe contabilização do voto branco desde 1979

(1) – Estamos a ficar mais responsáveis socialmente? 3 milhões de pessoas que não votam.

(2) – Crescimento de 87%. São mais de 1035 37 pessoas a votar em branco. Era como se toda a cidade de Braga decidisse não colocar um cruz po algum motivo.





A pequena aldeia

27 03 2009

Lá longe no meio de uma floresta extensa enfiada entre umas altas montanhas existia uma aldeia onde habitava uma tribo de indigenas. Estes desconhecedores da civilização distante viviam descansadamente na sua aldeia, onde tinham a companhia do rio e o conforto das suas cabanas.  Como sociedade organizada que eram cada um tinha funções distintas, desde os caçadores, agricultores, pescadores, lenhadores,  bruxos que curavam todos os males, mães que cuidavam dos filhos incautos, ao conselho de chefia da tribo. A tribo era bastante numerosa, tendo na altura do relato desta história cerca de quinhentos felizes habitantes.

As transações comerciais na aldeia eram realizadas com pequenas conchas raras que eram dificilmente encontradas ao longo do leito do rio.  Se uma mãe necessitasse de alguma carne para alimentar a familia, falava com um dos caçadores que prontamente lhe fornecia uma boa lebre em troca de uns conchas.  Ou se o filho estivesse adoentado, um dos três bruxos existentes tratava rapidamente do assunto em troca de umas conchas. Os tempos corriam bem e toda a aldeia andava feliz pois os caçadores tinham lebres para caçar, os agricultores recolhiam bastante alimento das suas terras, as mães tratavam dos seus filhos e o conselho de chefia não tinha grandes problemas para resolver.

Certo dia, uma das aldeias vizinhas estabeleceu um acordo com os chefes da nossa aldeia. Essa aldeia vizinha tinha bastante campos para cultivar e tinha cereais em excesso.  A ideia dos vizinhos era fornecer alimento em troca de algumas conchas, libertando os agricultores desse trabalho árduo que era cultivar cereais e derivados. Os chefes da nossa aldeia acharam a ideia extraordinária, pois poderiam dizer aos agricultores para irem fazer outras coisas mais interessantes como por exemplo pescar ou caçar. E para além disso eram necessárias menos conchas na troca com os vizinhos do que obter os mesmo cereais localmente.

seashells

A aldeia vivia momentos de verdadeira expansão, pois eram necessárias poucas conchas para os cereais e as pessoas podiam trocar as restantes por carne e peixe. As pessoas alimentavam-se melhor e as familias eram cada vez mais numerosas.

Os bruxos que, apesar de estarem ligados a outros mundos,  gostavam de conchas, acharam que também poderiam beneficiar. Acordaram entre si pedir um número minimo de conchas às pessoas pelas suas bruxarias e chás de ervas.  Como ser bruxo era muito difícil, pois tinha que se fazer grandes expedições e estar fora nas montanhas durante muito tempo ninguém na aldeia se opôs. Ninguém queria irritar os bruxos

Com o passar do tempo e com tanto caçador e pescador as lebres e os peixes começaram a escassear e eram necessárias muitas conchas para os comprar.  Os caçadores e pescadores revoltados e frustados foram ter com os sábios chefes à procura de respostas. Rapidamente os chefes resolveram o assunto com a sua imensa sabedoria,  e estabeleceram um acordo com outra aldeia vizinha para o fornecimento de carne e peixe por poucas conchas.  Ordenaram aos caçadores e pescadores para irem construir cabanas para as pessoas pois existia muito boa gente que dormia à chuva.

A ordem foi seguida e muitas cabanas foram construídas expandido a aldeia no seu tamanho. No entanto, as pessoas não tinham conchas para dar aos lenhadores e construtores de cabanas, pois estavam a dar as que tinham para as aldeias vizinhas em troca de comida. E os lenhadores não conseguiam arranjar comida pois não conseguiam trocar as cabanas por conchas.

Os chefes acharam que tinham um problema. As pessoas não tinham conchas para comprar as cabanas e muitas continuam a viver à chuva. Depressa deixariam de ter conchas para comprar alimento às aldeias vizinhas.

Até que um dos chefes teve uma brilhante ideia. Porque não pedir muitas conchas às aldeias vizinhas agora e depois devolveriam o dobro uns anos mais tarde? Poderiam até dar as conchas às pessoas. Mas estas teriam que as devolver depois gradualmente ao longo do tempo. A ideia não poderia ser melhor. E assim foi.

As pessoas estavam contentes pois podiam pedir conchas aos chefes e trocar por cabanas e comida. Os lenhadores e construtores também já tinham conchas para comprar comida às aldeias vizinhas. Cada vez que era necessário mais conchas na aldeia, pois estas teimavam em desaparecer para as aldeias vizinhas, os chefes pediam mais uma remessa aos seus vizinhos. Todas as pessoas estavam contentes.

Até que um dia as aldeias vizinhas se fartaram e pediram as conchas de volta mais aquelas que os chefes lhes tinham prometido de compensação.

Ainda continuo a pensar o que será que aconteceu à aldeia…





Transparência

13 01 2009

Hoje através do blog do Carlos Andrade, descobri uma verdadeira pérola da ANSOL, chama-se Transparência na AP.

O serviço disponibilizado faz uso da informação disponível no BASE – Contratos públicos online, onde é possível visualizar dados relativos a adjudicações directas das entidades públicas a outras entidaes. Como referido no Transparência na AP:

Esta é uma proposta da Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL) para apoiar a transparência na administração pública portuguesa.

Foi desenvolvido para resolver as muitas dificuldades com a pesquisa e navegação no sítio oficial Base. A informação aqui presente é uma cópia da informação oficial actualizada periodicamente e disponibilizada através de um interface que facilita e incentiva a procura. De momento apenas pesquisa pelo objecto e nomes das entidades envolvidas nos Ajustes Directos lá publicados.

Um verdadeiro serviço público que supera em muito a usabilidade do site original e descobrimos verdadeiros tesouros e onde se levantam muitas questões. Como por exemplo que a Câmara de Loures gastou 652 300€ em vinho tinto e branco. Podemos também elaborar uma pesquisa pelos gastos por municipio, como o de Pombal, ou saber que a Câmara de Estremoz gastou quase 2 milhões de euros em luzes de Natal. Algo me diz que isto ainda vai dar que falar…

Update:  Os minutos passam e ainda descubro coisas inacreditáveis - Municipio de de Vale de Cambra compra viatura ligeira de mercadorias pela quantia de 1 236 000€ (sim… um milhão..) – mais descobertas aqui.

Update (16-Jan): E finalmente o saíu cá para fora.





O ser português e a avaliação…

4 12 2008

…dos professores, dos advogados, dos engenheiros, dos médicos, dos economistas, dos mecânicos, dos dentistas, dos canalizadores, dos controladores aéreos, dos … o que mais a imaginação se conseguir recordar. Mas sendo este um tema corrente, nada melhor do que virar especialista como todos os portugueses são quando um tema causa polémica e faz manchete em tudo o que é jornal. É um facto incontestável! Apesar de pouco ou nada sabermos do tema, a não ser aquilo o que a comunicação social vomita cá para fora, viramos “experts” na matéria, verdadeiros doutorados no assunto, e conseguimos rapidamente apresentar uma solução fantástica que resolve todos os problemas. Afinal, somos portugueses e isto é uma das coisas que fazemos bem: apontar o dedo, encontrar defeitos e apresentar soluções milagrosas.

Não me entendam mal eu não o considero um defeito mas sim uma qualidade extrema e rara na sociedade mundial de hoje em dia. Somos uns verdadeiros ases em pegar num mapa incompleto e apontar o caminho a seguir. Por vezes fico a pensar como é que os receptores GPS têm tanta adesão no mercado luso. Não se entende, os portugueses não necessitam de orientação.

A natureza do nosso povo e esta qualidade natural leva a que facilmente sejamos manipuláveis. Basta aparecerem duas ou três notícias sobre o crime organizado num dia e no outro, na rua não se fala de outra coisa. Os dedos saem do bolso e disparam em vários culpados. Um português no topo, levado pelo mapa incompleto do crime organizado, apresenta soluções rápidas que embatem nas inúmeras outras ideias que circulavam na opinão pública.  O problema é remendado com um penso rápido. Ninguém mais fala do assunto até que algo aconteça.

No início deste artigo queria falar da avaliação dos professores, agora não tenho coragem para fornecer um penso rápido à solução depois do que escrevi. Consigo encontrar soluções é um facto, tal como os inúmeros portugueses que pensaram um pouco no assunto. Mas pensando bem, acho que apenas estou como sempre e como quase todos… mal informado e manipulado pela comunicação social.

Porque no final de tudo, apesar dos vários canais, jornais, rádios, o tempo de antena é sempre ocupado pelos mesmos, as visões de cada um tornam-se rotineiras, não existem novos rumos e tudo parece ser discutido dentro de um grupo de amigos…





Portugal

19 06 2008

Portugal.

10 milhões locais mais 5 milhões lá fora e arrisco-me a dizer 90% a parar quando 11 pessoas do mesmo país se lembram de dar uns pontapés na bola.

Outros lembram-se de colar uns papéis na viatura a promover o uso da mão para utilizar a buzina em protesto contra o aumento do combustivel.  O resultado óbvio é o aumento dos níveis de poluição sonora e o consequente olhar pela janela para verificar a fonte de tão incomodativo ruído.

Outros tantos milhões ligam a TV à hora do jantar e ficam embriagados pelas notícias dos telejornais onde o critério editorial e a qualidade jornalística anda pelas ruas da amargura. Por sorte, a coisa fica restringida a apenas uma hora e meia de um misto de especulação e actualidade.  O brinde fica guardado pelas sugestões de debates onde pseudo-especialistas falam de temas onde os afogamentos de conhecimento são constantes.

Mais umas quantas centenas de milhar tentam encontrar algo para se sentirem úteis durante as 8 horas (ou 7) de horário diário.  A utilidade mede-se no volume de papéis que transportam de um lado para o outro, na quantidade de emails que enviam e no ruído obtuso das constantes conversas de telemóvel. Por definição um ser produtivo em Portugal tem que reunir estas “qualidades”.

Outros tantos tentam encontrar refúgio ou justiça numa dessas casas, denominadas tribunais. Esta é a estranha forma de tocar a orquestra social, ao ritmo de um elefante sonolento. pois a clave da celeridade ainda não chegou às notas dos inúmeros advogados e juízes deste país.

Estranho país este onde vivo. Tudo se queixa e o resultado é tocar uma buzina e ver uma bola a rolar.





Mad Max

11 06 2008

Isto está a ficar bonito...

Mas, porque é que não se aumentam os preços dos serviços se o combustivel está mais caro?

Update: “Aparentemente, não é isso que está a acontecer, com a existência de operadores a canibalizarem o mercado e a praticarem preços abaixo de custo, de tal forma que é necessário o recurso a uma medida administrativa de preços tabelados para pôr ordem no mercado”





Divulgação de eventos

9 05 2008

Passeando pelo parque das nações, verifico uma anormal movimentação na área, com grade, atletas com o nome do país nas costas e algumas carrinhas com uma gigante antena parabólica, sinal de que qualquer coisa grande ia acontecer este fim-de-semana. Depois de alguns passos descobri que o campeonato europeu de trialto é este fim-de-semana em Lisboa…

… mas, como é que só agora eu soube disto? Andei atento q.b. às noticias, ou será que não?

É apenas uma oportunidade de ver uma das actuais heroínas nacionais em plena acção. Será que não seria motivo suficiente para divulgar um evento deste género de forma condigna? Acho uma pena que se tragam os eventos para Portugal e atenção da imprensa se vire para outros lados.

Para quem não saiba (como eu) o trânsito vai ficar cortado.





Ideias II

31 03 2008

Esta ideia é simples e conta-se em breve palavras. O objectivo não é gerar riqueza mas promover a transparência e tornar a nossa sociedade bastante melhor. Proponho ir por passos:

- Disponibilização do Diário da Républica em formato digital – OK

- Google indexar Diário da Républica – OK

- Criação de página com conteúdos a nível estatístico retirados do DRE

Como exemplos, dou os concursos públicos de admissão, os resultados desses mesmos concursos, comparar admissões em municipios, obras aprovadas, etc.

Exemplo (aberturas de concurso de admissão):

Admissões na Câmara de Pombal: 32

Admissões na Câmara de Coimbra: 105

Admissões na Câmara de Viseu: 52

Admissões na Câmara de Aveiro: 68

Admissões na Câmara de Lisboa: 144

Admissões na Câmara de Leiria: 62

Depois mantemos um histórico do número de hits no Google e estudamos a evolução até às próximas eleições. Dou o exemplo de Câmaras Municipais, mas é só ter um pouco de imaginação e utilizar o motor de pesquisa de eleição para retirar dados interessantes.