Desculpe lá sra. doutora

19 05 2009

Eu até li a notícia de uma maneira muito céptica. Desconfiei do ênfase dado pelos media e desconfiei, como pude mais tarde constantar, que as declarações não estavam devidamente contextualizadas. De facto, desconheço inteiramente se antes de atirar para cima dos miúdos com aquelas palavras, recebeu algumas palavras menos agradáveis da outra parte. Compreendi até que tivesse que ser dura e depois de ouvir algumas das suas palavras temi que a fogueira já estava a arder no meio da praça pública pronta para a abraçar.  Continuei a escutar as suas ofensivas e comecei a simpatizar consigo, pois os cortes das falas comprovavam que os seus feitos estavam descontextualizados. Pior foi o pensamento de que duas raparigas haviam premeditado uma ou mais gravações nas suas aulas.

Por fim, toda a minha simpatia foi destruída quando exigiu que alguém com menos alguns anos de estudo a tratasse por senhora doutora. Ora bem, eu agora como bom português, perito em julgar com apenas alguns factos, acho que vou buscar ali um pedaço de lenha para a fogueira.


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3 respostas

20 05 2009
Nuno

Meu caro,

Estamos completamente em sintonia.
Aquela da aluna dizendo: “…também quer que eu lhe faça um desenho?” não abonava nada a posição da aluna relativamente à professora. E as conversas num certo contexto mais “relaxado” até poderiam ser admissíveis.

Mas quando a “senhora doutora” começa a contabilização de anos e títulos e…e…e…, perdeu-se completamente. Algo vai mal naquela cabeça.

Não sei se deste conta que os alunos que aparecem agora a dar testemunhos de que esta era a melhor professora da escola são todos rapazes, na casa dos 18 anos…

Estranho, muito estranho…

LOL

Abraço!
Nuno

P.S: Há que limpar o «permeditado».

20 05 2009
Paula Leandro

Aqui vou ter que opinar ;)

Por muito descontextualizado que tudo isto estivesse e por muito provocada que a senhora pudesse ter sido, na minha opinião, nada justifica o seu comportamento. Ela era a única adulta dentro da sala. Cabia-lhe a ela manter a calma e acima de tudo a sua ética profissional. Entrar no campo da vida íntima dos alunos, e da sua própria vida íntima, não seria solução em situação alguma, mesmo que estivesse a defender-se de algum suposto ataque das alunas que fizeram o filme. Para além de ter puxado dos canudos e ofendido a mãe de uma das jovens, o seu segundo grande erro foi perder completamente a noção de quem era e do seu papel.
Devo dizer que em momento algum da reportagem simpatizei com esta professora. Há muitas formas de sermos duros, de nos defendermos e impormos respeito, sem desrespeitarmos o outro e a nós próprios.
Bjos

20 05 2009
Pedro Claro

@Nuno
Erro corrigido. Realmente não reparei na faixa etária da origem dos elogios à professora.

@Paula
Concordo com tudo o que dizes, no entanto, é muito grave a comunicação social levar a que a opinião pública se vire contra uma pessoa, apenas porque teve declarações infelizes. No minimo merecemos a gravação por inteiro para que seja possível obter uma opinião válida.
Comentários retirados do seu contexto toldam a opinião, e influenciam as pessoas. A simpatia que nutri pela professora durante a audição da gravação eram nesse sentido.

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