Tamanho é o aumento do preço do precioso líquido negro que os próprios revendedores já se queixam. O ministro da Economia pede estudos e apesar de ainda não se saber o resultado, vão se soltando alguns dados – Petróleo, Gás e Carvão – Estatísticas rápidas (o nome é o original) – estudo da DGEG dos últimos 18 meses.
Este decréscimo no consumo das gasolinas foi especialmente significativo na gasolina aditivada (-75,2%), que praticamente deixou de ser consumida nos últimos meses, e na gasolina sem chumbo 98 (-19,5%), não se registando, no entanto, alterações na tendência que já se vinha verificando. Relativamente à gasolina sem chumbo 95 o consumo baixou 2,8%.
Com os preços actuais até vale a pena começar a pensar em explorar petróleo no quintal. Ou não? Eis a distribuição das zonas de exploração em Portugal
Apesar da evidente omissão da Madeira e dos Açores, onde desconheço a existência de alguma lei regional para o assunto, a escolha das cores, tenho de admitir, é de mau-gosto e o preço para obtenção de informação também é carote para o cidadão comum.
A cereja em cima da página de disponibilização da Legislação do Petróleo em inglês é o Decree Law ou a Oil Law of Portugal (um decreto-lei português em inglês vale sempre a pena ler).
Já agora, estes senhores fazem o que estes se esquecem de fazer.
P.S. Na minha pequena pesquisa sobre este assunto onde surgirão mais artigos, deixo a minha nota de estranheza à ACAP. Apesar de se ter acesso a alguns dados sobre o parque automóvel português, o facto de estar ligada a uma empresa unipessoal onde se pode adquirir o miolo dos dados mediante pagamento não se afigura boa política. A utilidade pública começa a roçar o questionável.
Próximos capítulos:
Resposta às perguntas:
- Será que reduzir o consumo de gasolina/gasóleo do cidadão comum nos automóveis iria ter algum peso no consumo total (indústria+aquecimento+electricidade)?
- Qual a variação nas vendas dos postos fronteiriços portugues e espanhois?





Depois destes sucessivos aumentos ..tenho adoptado um novo meio de transporte..sempre que não chove ando a pé…e quando não é possível..ando o mínimo possível com o carro …e mesmo assim já me queixo…jinhos
Caro Pedro. Relativamente a este assunto, e depois de uma observação atenta, ontem à noite, do programa da RTP Prós e Contras, onde por alguns instantes quase cheguei a pensar que estupidez a sério é o pessoal perder tempo a questionar estas coisas porque quem manda (seja nas organizações privadas, seja nas públicas) sabe muito bem o que faz (execeptuando fazer contas à vida quando se ganha o ordenado minimo e saber que os aumentos verificados no último ano significam que em média, e por cada litro de combustível que compram, estes portugueses deixam de poder comprar 2 carcaças de pão)!
Aliás fiquei estupefacta quando ouvi da boca de um dos interlocutores do dito programa que temos todos que nos ir habituando a esta nova realidade, e a única coisa que há a fazer é andar mais de transportes públicos!! Eu sinceramente pergunto que realidade é que estes cérebros conhecem do Portugal verdadeiro! Se alguma vez sentaram o dito traseiro nas ligações existentes no Portugal rural? Terão a informação que o nosso país vai além de Lisboa, Porto e arredores, as ditas zonas urbanas?!
Depois ainda é uma grande admiração quando Portugal contraria as tendências, quando comparando com os restantes países da Europa a 27, na recepção de IDE (investimento directo estrangeiro)! Alguem me explique no que é que o nosso país, por muito orgulho que eu tenha em ser Portuguesa, é atractivo para os investidores estrangeiros (e nacionais)?!
Posto isto, apenas se me oferece partilhar contigo uma piada que um amigo meu me enviou por estes dias. Assim sendo, cá fica:
“Ontem à noite, quando cheguei a casa, a minha mulher insistiu muito que a levasse a sair a um sítio caro….Levei-a a uma Bomba de Gasolina!!!!”
Cara Madalena,
A piada está muito boa e com certeza vai fazer com que alguns leitores deste blog sorriam perante tema tão sério.
No entanto, não partilho do teu e do geral pessimismo da população.
Quanto ao IDE, os jornalistas são mestres a disparar estatísticas cá para fora sem pensar no que dizem.
No seguimento das noticias que antecedem esta:
aconselho a leitura de:
- Investimento estrangeiro caiu 4,6%
Se reparares a grande fatia do investimento estrangeiro em Portugal é na compra de empresas/empréstimos ou suprimentos:
“A maioria do dinheiro entra no país para satisfazer necessidades de curto prazo de capital de associadas. Assim, cerca de 15 mil milhões de euros terão servido para empréstimos ou suprimentos, o que leva a que este capital seja mais facilmente desinvestido.”
De um bolo de 28,5 mil milhões de euros, 15 mil milhões (mais de metade) tem um fim “pouco digno”. Daí o FMI ter chegado à conclusão que Investimento estrangeiro não tem reforçado competitividade. Se tiveres curiosidade sempre podes verificar o relatório do Fundo Monetário Internacional. Ligado às crises financeiras internacionais é fácil perceber porque o IDE caíu 50%: basicamente nunca tivemos um VERDADEIRO investimento estrangeiro.
Eu perdi a fé foi na classe dos jornalistas e dos comentadores.. O sentido crítico perdeu-se.
Caro Pedro:
Apreciei, como sempre, a tua competitiva capacidade de argumentação. Esclareço apenas que nunca disse que o IDE é factor singular para a resolução dos nossos problemas e muito menos que o IDE que recebemos é o que realmente falta ao País.. provavelmente é aquele que o País e seus agentes políticos, sociais e económicos, mas sobretudos políticos, vai conseguindo atrair. A verdadeira discussão poderá passar por perceber porque razão não conseguimos atrair IDE que se reverta num verdadeiro crescimento do VAB a longo prazo. Se iniciarmos essa discussão, provavelmente voltaremos ao post que deu origem a esta resposta…entre outras motivos não menos preocupantes e / ou importantes.
Quais são os Prós do Petróleo ??